Design Thinking na Saúde: Modelo inovador da NOVA IMS acelera adoção de novas tecnologias de diagnóstico
Design Thinking na Saúde: Modelo inovador da NOVA IMS acelera adoção de novas tecnologias de diagnóstico
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O avanço das tecnologias médicas trouxe ferramentas essenciais para a deteção precoce de doenças, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos. Entre elas, os diagnósticos in vitro (IVD) desempenham um papel fundamental ao analisar amostras biológicas, como sangue ou tecidos, para identificar doenças, prever riscos e monitorizar tratamentos. No entanto, a introdução de novas soluções de IVD no sistema de saúde enfrenta barreiras significativas, como processos de avaliação morosos e falta de reconhecimento do seu impacto na eficiência hospitalar e nos custos de saúde.
Para responder a este desafio, a NOVA IMS, através do Health & Analytics Lab, em parceria com a Roche Diagnostics, desenvolveu um modelo inovador para acelerar a avaliação de tecnologias de saúde (HTA) aplicada aos IVDs. O estudo, publicado na prestigiada revista BMJ Innovations, foi conduzido pelos especialistas Guilherme Victorino, Filipa Coelho de Sousa, Carolina Vasconcelos e Pedro Simões Coelho, da NOVA IMS, em colaboração com João Cordeiro e Joana Alves, da Escola Nacional de Saúde Pública da NOVA. A investigação propõe um processo simplificado e mais ágil para avaliar a viabilidade, impacto e adoção destas tecnologias.
Apesar do seu potencial, os diagnósticos in vitro enfrentam obstáculos para a sua implementação rápida nos sistemas de saúde. Ao contrário dos medicamentos, que possuem processos bem definidos para avaliação e aprovação, os IVDs ainda carecem de metodologias específicas de avaliação. Isto pode levar a demoras na adoção de tecnologias que poderiam melhorar significativamente os resultados clínicos e otimizar os recursos hospitalares.
Além disso, os processos atuais de HTA são frequentemente demorados e burocráticos, não acompanhando o ritmo acelerado da inovação tecnológica. A falta de critérios claros de avaliação e a dificuldade em medir os benefícios económicos dos IVDs são também desafios apontados por especialistas do setor.
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O estudo liderado pela NOVA IMS recorreu à metodologia de Design Thinking, um processo centrado nas necessidades dos utilizadores e na colaboração entre diferentes stakeholders. Foram realizadas entrevistas aprofundadas e workshops com profissionais de saúde, reguladores e decisores políticos para identificar barreiras e propor soluções viáveis.
O modelo desenvolvido propõe um processo de avaliação mais rápido e eficiente, dividido em quatro fases:
- Submissão estruturada – As novas tecnologias de diagnóstico passam por um processo formal que inclui critérios técnicos, clínicos e económicos.
- Avaliação multidisciplinar – Uma comissão especializada analisa os benefícios e desafios da inovação, garantindo um processo rigoroso e transparente.
- Decisão e financiamento – O modelo prevê negociações mais ágeis para determinar a implementação e financiamento da tecnologia.
- Monitorização contínua – Após a introdução no mercado, os dados clínicos são analisados em tempo real para garantir que os IVDs mantêm eficácia e segurança.
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Os resultados deste estudo mostram que este novo modelo pode reduzir os tempos de adoção de novas tecnologias, tornando o acesso a inovações médicas mais rápido e eficiente. Além disso, a abordagem baseada em Design Thinking destaca-se por envolver ativamente os principais agentes do setor na criação de soluções mais adaptadas às necessidades reais do sistema de saúde.
Com este estudo, a NOVA IMS reforça o seu compromisso com a inovação na saúde, demonstrando como a gestão inteligente de dados e a co-criação podem transformar a forma como novas tecnologias são avaliadas e implementadas.